Terça-feira passada, dia 27 de maio, os europeus foram às ruas para comemorar o Dia do Vizinho, uma festa que já virou tradição em Paris e outros centros urbanos do continente. Ao todo, 8 milhões de pessoas de cerca de 1.000 cidades de 29 países participaram da iniciativa, embarcando num clima de boa vizinhança e rompendo os laços superficiais de quem, apesar de morar parede com parede, sequer sabe o nome do vizinho.

O espírito do evento é simples: reunir as pessoas para conversar, comer, beber e se divertir. Cada um leva um prato ou uma bebida e a festa acontece no jardim de uma casa ou no salão de entrada do prédio – com autorização da prefeitura, pode rolar também na rua. A escolha do horário, por volta das 7 da noite, é proposital para que ninguém tenha a desculpa de estar ocupado.

Algumas cidades brasileiras também têm sua Festa do Vizinho, como a pequena Irani, no interior de São Catarina. Em agosto, será realizada a sexta edição do evento, organizada por uma rádio local. “A festa é um momento de descontração, de jogar conversar fora, conhecer pessoas…”, diz Jucemar Souza da Luz, morador de Iraci. “Todo mundo se diverte e ela aumenta o vínculo entre os vizinhos.”

Para Lia Diskin, coordenadora do programa Comitê Paulista para a Década da Paz, da Unesco, iniciativas como essa são capazes de tornar as cidades mais humanas. “Essas festas podem ser embriões de ilhas de excelência e da saúde cívica de grandes metrópoles, mesmo as violentas como São Paulo”, diz ela. “Mas tudo vai depender da motivação que leva as pessoas à festa”, ressalta.

E você? Já participou de um evento como este? Se não, que tal organizar um na sua rua? Navegue no link para ouvir depoimentos de pessoas que já participaram da festa. E escreva nos contando o que acha dessa iniciativa.

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