Diria que a indignação nessa parte da terra começou com a sacanagem da colonização portuguesa e a violação dos direitos do índio nativo e sua cultura. Logo misturou-se o português, o negro escravo africano e o índio, aí começou nossa identidade e um dia chegamos ao Brasil. Esse pequeno, porém fundamental, fenômeno social é a matriz que nos transformou no hoje, num país diferente, miscigenado e de povo alegre, mas com mazelas enormes. Somos castigados até hoje.

 

Um fato recente, e não diferente de vários anteriores, deixou indignada uma parte da população de brasileiros. Diria que a parte mais inteligente, antenada e ciente da manipulação que a informação sofre por parte de algumas empresas jornalísticas no Brasil. Uma investigação da Polícia Federal escancarou mais um ninho de corrupção, desta vez envolvendo nomes como Naji “o intocável” Nahas, Daniel “o banqueiro” Dantas, Celso “o capacho” Pita e outros mazelas do menor escalão da máfia. Um delegado “cidadão comum” bem intencionado, o Protógenes “encurralado” Queiroz, chutou o balde e revelou um esquema de propina gigantesco coordenando diligências e prendendo os criminosos. Ponto, parágrafo!

 

A ebulição indignante teve seu ponto máximo após o ministro do supremo, Sr. Gilmar “rabo-preso” Mendes, ter concedido o habeas corpus por duas vezes em dois dias seguidos ao quase presidente da república “o banqueiro”, carinhosamente chamado de DD.

 

Pode ter sido mais um escândalo em um país acostumado com corrupção, as vezes parece estar no DNA do brasileiro. O fato é que hoje temos uma arma chamada “blogosfera”, que registra pensamentos, informações, imagens e todo tipo de material ligado a comunicação. Essa ferramenta nos proporciona ir além nas discussões, principalmente determinando a opinião pública. Esse espaço, o Carta Branca, é mais um fragmento da blogosfera, e estará sempre a serviço da formação de uma Nova Consciência, mais crítica e nunca corruptível.

 

Decretamos então oficialmente o “11 de julho”, e lembraremos sempre com o passar dos anos do “Dia Nacional da Indignação”.

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